16 de ago de 2013

Vídeo aula de citologia - o Retículo endoplasmático


Olá! Eu sou o professor Marco Nunes e está é mais uma vídeo aula de citologia do FAQBIO, um blog dedicado a dar apoio ao estudo de biologia. Nesta aula vou discutir mais um componente citoplasmático, uma organela chamada retículo endoplasmático.

O retículo endoplasmático

O retículo endoplasmático é uma organela membranosa presente em todas as células eucarióticas. Apresenta-se ligada à membrana que envolve o núcleo e tem a forma de uma extensa rede de canais membranosos interconectados que ocupa grande parte do citoplasma.  No seu interior existe uma série de enzimas que facilitam muitas reações químicas. Há dois tipos de retículo endoplasmático: o retículo endoplasmático rugoso e o retículo endoplasmático liso.

O retículo endoplasmático rugoso

O retículo endoplasmático rugoso recebe este nome por possuir ribossomos aderidos em sua superfície. Lembra-se dos ribossomos? Pequenos grânulos não membranosos de constituição riboproteica responsáveis pela síntese de proteínas. Em fotos de microscopia eletrônica os ribossomos dão um aspecto granuloso ao retículo, por isto, ele pode ser chamado de retículo endoplasmático granular. Os ribossomos aderidos a sua superfície produzem proteínas que são armazenadas no interior do retículo endoplasmático. No interior dos canais do retículo ocorre a síntese de lipídios e armazenamento de carboidratos. As proteínas no retículo podem se associar aos carboidratos formando glicoproteínas e aos lipídios formando trechos de membranas lipoproteicas. No interido retículo endoplasmático rugoso há enzimas capazes de converter o glicogênio em moléculas de glicose

Muitas moléculas formadas no interior do retículo endoplasmático rugoso podem ser encaminhadas para o complexo de Golgi para serem modificadas e posteriormente secretadas e intergradas a membrana celular. Em todas as células secretoras de produtos de natureza proteica o retículo endoplasmático rugoso e o complexo de Golgi são bastante desenvolvidos.

O retículo endoplasmático liso

O retículo endoplasmático liso recebe este nome por não possuir ribossomos em sua superfície, tendo um aspecto liso na microscopia eletrônica. Como este tipo de retículo não possui grânulos ribossômicos aderidos a sua superfície ele pode ser chamado de retículo endoplasmático agranular.

No interior dos canais membranosos do retículo endoplasmático liso há vários tipos de enzimas que intermediam muitas reações químicas, como a síntese de vários lipídios, como os fosfolipídios e o colesterol e seus derivados. São exemplos de derivados do colesterol os hormônios esteroides como o estrogênio, a progesterona e a testosterona. Nas células do fígado o retículo endoplasmático liso possuem enzimas capazes que quebrar o glicogênio em glicose e outras que inativam substâncias tóxicas, como o álcool e drogas, este processo é chamado detoxificação. Nas células musculares, o retículo endoplasmático liso é modificado e armazena grandes quantidades de cálcio, que saem do retículo para desencadear o processo de contração muscular e depois retornam ao retículo para desencadear o relaxamento muscular.

Muitas substâncias que são produzidas no retículo endoplasmático são também enviadas ao complexo de Golgi para depois serem secretadas e integradas a membrana celular. Em todas as células secretoras de produtos de natureza lipídica o retículo endoplasmático liso e o complexo de Golgi são bastante desenvolvidos.

Vou apresentar uma animação para deixar bem clara a relação entre o retículo endoplasmático e o complexo de Golgi. No retículo endoplasmático rugoso, por exemplo, os ribossomos aderidos produzem proteínas que serão colocadas no interior do retículo. Após serem modificadas no retículo as proteínas serão empacotadas em vesículas membranosas e serão transportadas por proteínas motoras como a dineína que deslizam sobre o citoesqueleto transportando as vesículas até o complexo de Golgi. O complexo de Golgi modifica as substâncias recebidas e as enviam através de vesículas secretoras em direção à membrana celular, incorporando material a membrana e liberando material no meio extracelular, este processo é chamado secreção celular.

Resumindo:

O retículo endoplasmático é uma organela membranosa presente nas células eucarióticas. Tem a forma de uma rede de canais membranosos interligados, que ocupa a maior parte do citoplasma. O retículo endoplasmático produzem substâncias que poderão ser enviadas ao complexo de Golgi para serem geralmente secretadas. A parte do retículo endoplasmático que possui ribossomos aderidos é chamada retículo endoplasmático rugoso ou granular e é responsável pela síntese de proteínas, glicoproteínas, lipídios da membrana e pela quebra do glicogênio em glicose. A parte do retículo endoplasmático que não possui ribossomos aderidos é o retículo endoplasmático liso ou agranular, sintetiza lipídios, como os fosfolipídios, colesterol e derivados, inativam substâncias tóxicas, convertem glicogênio em glicose e nas células musculares armazenam cálcio. O retículo endoplasmático e o complexo de Golgi são muito desenvolvidos em células com função secretora.




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